Um dia em um final de
tarde eu me dirigi ate a cozinha de casa. Geralmente quando vamos até a cozinha
é para cozinhar, fritar, comer ou beber alguma coisa e foi justamente isso que
eu fui fazer “lanchar” embora eu não estivesse com fome naquele momento. Pois
eu queria comer alguma coisa ou fazer alguma coisa, mas, não sabia o que. O que
eu não queria mesmo era ficar parado no tempo, deitado com os olhinhos fechado
esperando o tempo passar ou a morte chegar e o meu corpo sabia disso, que eu
tinha mesmo era que estar fazendo alguma coisa, mas eu ainda não tinha
entendido isso. Enquanto eu estava deitado num coxão quase que
confortável algo me dizia assim: Levanta Preguiçoso! Foi ai então que
eu resolvi criar coragem, ou melhor, ouvir a coragem e atender ao seu
pedido, pois afinal foi ela quem não estava me deixando em paz, sim ela mesma a
“coragem” que esta me forçando a me levantar da cama, pois ela sabia que por eu
estar me movimentando iria me sentir muito melhor e se eu continuasse deitado,
dormindo, sem vontade de fazer nada, nem mesmo tomar um banho, eu poderia ir a
orbito, isso mesmo, eu poderia morrer e ela, a coragem não queria ir junto
comigo. Foi por esse motivo que ela andou me atormentando dizendo assim:
levanta preguiçoso, levanta preguiçoso... Irritado, eu dei um
pulo da cama e fui até a cozinha, mas, como eu havia dito não estava com fome,
então o que eu fui fazer lá? Você não sabe? As vezes parece que
o melhor lugar a ficar é na cama ou na cozinha, por isso que eu sai de um lugar
bom e fui pra outro. Já na cozinha eu comecei a olhar a geladeira, o armário, o
micro ondas e comecei a me perguntar: o que eu vim fazer aqui? Não tem nada!
Então olhei pro sofá e vi que ele estava em frente à televisão, ai então eu
sorri e pensei: hum! Agora sei o que eu tenho que fazer deitar no sofazinho e
assistir TV. Então eu já pensando no programa que ia
assistir comecei a dar os primeiros passos até o sofá quando eu
estava chegando lá ouvi um grito bem alto: “volta preguiçoso” o que
você vai fazer ai? Com isto eu tomei um susto tão grande
que comecei a tremer em pé como se eu estivesse levando um choque de
mil volts daí escorreguei sai me enrolando pelo chão procurando onde me
esconder, E a voz alta continua: “olhe em sua volta e veja quantas coisas
tem para você fazer”. Eu olhava e não via nada de mais. E a coragem
continuou: Você é sego seu preguiçoso? Veja em que você esta deitado, olhe
o estado dessa casa! Mais uma vez eu olhei e respondi pra ela: Dona
coragem sabe que eu estou deitado no chão embora a minha intenção fosse deitar
no sofá e a senhora não deixou e a minha casa esta no lugar. Indignada a
coragem se aproximou de mim e disse: você em pé já dorme imagine deitado! Abra
os olhos e veja a bagunça que esta a sua casa.
Abrindo os olhos
Pensando em expulsar
de uma vez a dona coragem de minha casa eu resolvi abrir os olhos. O que é
isso! Parecia até que eu realmente estava acordando naquele exato
momento. Eu já tinha levado um grande susto com o grito da coragem em
seguida levei outro pior ainda com o que estava começando a ver, só não
desmaiei porque o meu corpo já não aguentava mais ficar como que
desmaiado, ou melhor, dormindo. E assim eu ainda tremolo me levantei
e comecei a olhar em minha volta comecei a observar a casa
em que eu morava, a minha casa parecia que um furacão tinha passado por lá
seria vergonhoso dizer que os porcos moravam ali por que a minha casa estava
pior que um chiqueiro. Meus olhos abriram para a realidade notei que
estava de mais nem eu suportei o que vi.
Limpando a casa
Então comecei a fazer
uma limpeza geral em minha casa. Passei a limpar os armários, a
geladeira, o fogão que quase que não dava pra ver por estar coberto com
tanta sujeira Comecei a
lavar, enxugar e guardar os pratos, lavar a casa e em fim. Fiz
uma faxina geral e todas as coisas velhas que tinha em casa arrumei
para jogar fora. Feliz da vida eu pensei: Hum que alivio, terminei! Agora
sim vou comer alguma coisa.
A mancha
Na cozinha quando ia
abrir a porta do armário que era de vidro notei que tinha uma manchinha que
precisava ser retirada, peguei uma flanela molhada e Comecei a esfregar na
porta de vidro do armário para tirar a mancha. Ao passo que eu esfregava
a flanela na mancha ela em vez de sumir parecia crescer mais. Então
fui esfregando, esfregando e a mancha crescia mais e mais e era tão feia tão
ridícula que eu já estava ficando irritado com isso. Então eu disse: que
coisa ridícula é você em sua mancha! Percebi que a mancha havia se mexido e me
assustei com isso. Eu disse pra ela, espere um momento eu sei que você não quer
sair daí agora vou aqui e volto. Fui pegar um pouco de sabão. Quando
eu voltei que levantei a cabeça e olhei pro armário notei que a mancha que eu
estava tentando tirar já não estava mais lá tinha sumido. Fui me aproximando da
porta de vidro do armário da cozinha e a mancha voltou aos poucos a aparecer,
quanto mais perto eu ia chegando maior a mancha ia ficando.
Assustar a mancha e levar outro susto
Até que der repente
eu tive uma ideia, pensei: Tudo
bem mancha horrorosa, já que você está de brincadeirinha eu vou fazer com você
o que a dona coragem fez comigo, vou mandar você pra bem longe daqui a
susto. Disfarcei dei uma olhadinha para o lado cocei o nariz, me
espreguicei, fui até a sala e me sentei no sofá. Depois de uns trinta segundo,
levantei voltei para a cozinha,
abri a porta do armário e a mancha que estava afim de
me pirraçar apareceu lá e eu olhando pelo canto dos olhos fis que não
vi. Peguei um copo, fechei a porta, abri a geladeira coloquei um pouco d'água no copo
e bebi. Disfarçando me aproximei do armário como quem não quisesse nada
coloquei o copo na pia fis que ia sair da cozinha e, de vês, eu fiquei de
frente para o armário, fiz cara feia pra mancha morrer de susto e gritei:
“Aaaaii meu pai”!
De imediato, muito
assustado, sai de frente do armário e corri para o lado da geladeira, isto por
que eu não tinha forças para correr pra bem longe pra me proteger. Quem quase
morre dessa vez fui eu. Naquele momento era só eu e a mancha, não tinha mais
ninguém para me ajudar na quela batalha. A minha vida estava por um fio por que
eu tinha acabado de descobrir que a mancha não era uma mancha e que na verdade
a mancha já tinha saído logo que comecei a limpar o vidro. Ou a porta? Não? A porta e o vidro então! Não,
não, não. É a porta de vidro.
O monstro e a arma
O problema agora é
dentro do armário, eu vi que tinha uma coisa esquisita La dentro, era um bicho,
um monstro. Pois ai eu percebi que precisava de uma arma, alguma coisa que
pudesse causar medo no monstro isso faria com que ele saísse daqui. No
entanto a arma mais próxima de mim estava embaixo do armário dentro da gaveta.
Abaixei-me fui até a gaveta e peguei a minha arma, a poderosa arma o
“ machucador”. Passei a dizer: é agora seu monstro você vai sair daí por
bem ou por mal. Peguei uma panela que estava em cima do fogão coloquei na
cabeça e fui me aproximando do armário bem devagar. Contudo eu notei outra
coisa! O armário era pequeno tinha apenas três portas mal dava pra colocar ali
alguns pratos, copos e talheres. Mais uma vês eu me perguntei: Como
pode um monstro tão grande caber ai dentro? Já sei! Ele furou a parede por
fora por isso que ele coloca a cabeça dentro do armário. Não é necessário
brigar com ele, vou lá fora fechar a parede ele não vai mais entrar aqui em
casa. Tirei a panela da cabeça coloquei o machucador de volta na gaveta e
fui pro outro lado da casa ver o rombo na parede e fechar, assim o monstro não
vai mais passar pra dentro do armário pela parede e tomar o lugar da dona
coragem tentando me matar de susto, quero dizer medo.
O Imundo e Eu
Quando eu abri a
porta da casa e fui saindo, vi as pessoas desesperadas, correndo, tropeçando
umas nas outras, agarrando seus filhos e trancando-se dentro de suas casas como
se algo ruim estivesse acontecendo.
Eu ouvia as pessoas
gritar “imundo, imundo o imundo”. Pensei então: Há esse é o nome do
monstro, imundo!Meio assustado pensando em voltar pra casa resolvi enfrentar,
La vou eu dizendo, se eu consegui limpar e arrumar a casa vou conseguir também
derrotar o monstro. Quando cheguei até a parede La estava tudo certinho a parede
estava no lugar não tinha um arranhão se quer. Foi ai que entende tudo. Não era
o monstro que estava La em casa era o filho dele do imundo. O pai do imundo
poderia estar passando na rua quando eu sai de casa e não o vi. Se o filho é
feio daquele jeito capaz de me fazer tremer de medo imaginem o pai. Ainda bem
que eu não vi o tal do imundo. Voltei para casa coloquei de novo a panela
na cabeça peguei o machucador na gaveta do armário, enraivado fui com tudo pra
cima do imundo. Abri a porta do armário para tirar um monstro La de dentro.
Quando vi que ele por não ser besta também estava protegido com uma panela na
cabeça e um machucador na mão, olhei pra ele firmemente fiz cara feia embora
ele estivesse fazendo as mesmas coisas que eu e disse com voz alta pra ele: seu imundo, seu feio horroroso, saia
de dentro do armário ou eu vou acabar com você. Olhei bem nos olhos dele e
vi que tinha um sinal no seu rosto igual ao meu. Então eu falei: você tem um
sinal igual ao meu! E o imundo me falou a mesma coisa eu perguntei pra ele,
posso tocar no seu sinal? Ele também me fez a mesma pergunta e nós falávamos igual e ao mesmo tempo. Ele disse
pode, eu também disse pode. Fui abrir a porta do armário, ele foi pegar na
minha mão. Ao abrir a porta percebe que ele não estava mais La. Tornei
fechar à porta do armário e La estava ele, baixei a mão e ele também, falei pra
ele: não tenha medo só vou tocar no sinal do seu rosto que é igual ao meu e o
imundo me falava as mesmas coisas ao mesmo tempo. Eu levantei a mão mais uma
vez abri a porta do armário e ele tornou sumir, só aparecia quando o armário
estava fechado. Fechei o armário e fiquei olhando bem nos olhos dele
ficamos uns dois minutos um olhando os olhos
do outro. Eu piscava os olhos o imundo também, eu abria a boca ele também.
Eu era o imundo
Até que der repente
uma mosca pousou em meu nariz com a outra mão espantei a mosca e
cosei o meu nariz Com
esse gesto foi que eu percebi que durante todo esse tempo eu estava
brigando comigo mesmo, eu era o monstro eu era o imundo. Mais uma vez eu
parei para pensar, fis uma retrospectiva da minha vida e começou a passar pela minha mente o
tempo em que eu era criança depois adolescente junto com a minha família mamãe
papai meus três irmãos e eu. Éramos uma família feliz unida cheia de
planos para o futuro. A minha família trabalhava estudava eu era devagar para
essas coisas saiamos para passear cuidávamos um do outro éramos uma família
muito alegre e divertida tínhamos muitos amigos ajudávamos as pessoas
necessitadas quando podíamos. Mas ai o tempo foi passando meus pais ficando
mais velhos e eu e meus irmão nos tornamos adultos. Meus três irmãos quatro
comigo é claro dois homens e duais mulheres logo casaram e eu ainda solteiro
continuei morando com meus pais a alegria já não era tanta como antes devido os
meus irmãos terem constituído família e saído de casa. Eu me esforçava para
deixar meus pais alegres comigo, assistíamos filmes do gosto deles ouvíamos
musicas saiamos para passear, mas não com tanta freqüência como antes, pois eu
sabia que papai e mamãe estavam tristes e sentiam muitas saudades dos meus
irmãos que sempre vinham nos visitar mais não era o bastante para alegrar os
corações dos meus velhinhos, lembrávamos muito do passado, dos tempos
bons. Eu de vês em quando saia para chorar longe da presença dos meus pais, o meu choro era
por velos tristes e eu não poder ajudar, isto quando eu não ficava trancado
no banheiro em prantos. Pois na presença dos meus queridos
pais eu demostrava alegria fazia de tudo para velos felizes, mas parecia não
ter jeito. Então meu irmão e minhas duais irmãs que são muito amorosos
fizeram uma breve e importante reunião junto com seus esposos e esposa e
decidiram ampliar a casa em que eu e meus pais morávamos para em breve morar
todos juntos, para a nossa alegria e revigora mento principalmente de papai e mamãe. Até lá os sobrinhos e netos
passariam a ficar mais tempo com a gente até todos morarem juntos na nova casa
e mesma de sempre. Há! Com as decisões sabia dos meus irmãos e cunhados a
alegria voltou a reinar entre a minha querida família. Eu bem como todos nós
não contive a emoção e choramos de alegria. Que maravilha! A família junta
de novo.
No dia seguinte meus
pais resolveram passear voltar
a quela velha rotina então eles pegaram o carro e foram se divertir passear
pelo parque almoçar fora e em fim. Em casa eu estava como sempre sentado
no sofá.
A notícia
Der repente o celular
toca com uma péssima noticia. Mamãe e papai acabaram de mudar de vez para
a casa de uma das minhas irmãs para ficar perto dos netos, pois era a
alegria deles. Eles não quiseram esperar meus irmãos ampliar a casa para morar
todos juntos. Aquilo foi uma derrota pra mim eu estava acostumado a viver
com minha família era bom ter tudo na mão comida prontinha na mesa, roupas
lavadas e passadas cabeleireiro a domicilio não tinha coisa melhor. Essa era a
minha vida minha boa vida. Desse dia em diante eu cai em pranto já não tinha
mais razão para viver, pois afinal quem ia preparar minha comida? Lavar e
passar deixar cheirosinha as minhas roupas? Quem ia arrumar a casa,
cortar meus cabelos e fazer minha barba? “Eu não quero mais viver”, gritei. Então
daí em diante não tive forças para fazer mais nada eu já não gostava de fazer
nada mesmo, joguei tudo pro ar, coisas que eu já fazia desde criança. Não
cozinhava mais eu não era besta de ficar com fome comia as comidas enlatadas
que o vendedor me entregava pela janela e com as latas já abertas as
latas vazias eu largava espalhadas pela casa água eu bebia da torneira mesmo ou
da reserva de um balde que eu deixava cheio para quando faltasse água
mais não era que eu enchia a balde de água ele enchia sozinho embaixo da
goteira da torneira. Arrumar a casa pra que? Se só eu morava nela
mesmo. O banheiro! Hum imagine a situação dele. Na cama tinha alguns bichinhos,
eu sempre os via voar pelo ar juntos com os mosquitos, as minhas costas andavam
cheia deles e minha cabeça coçava de um jeito, sabe? E cada vez que eu
coçava a cabeça com as minhas unhas parecendo mais uma concha elas ficavam
cheias de coisas cremosas parecendo caspas sujeiras coisas assim, na minha
cabeça e no meu rosto tinha tantos cabelos que dava pra criar animais alem dos
piolhos e esconder objetos. Eu já não enxergava bem por que os
cabelos e a barba não deixavam, pois tinha coberto os meus olhos, eu até pensei
que estava ficando sego. Ate aqui esta foi a minha vida. Foi assim que eu
me tornei o Imundo.
A mudança e seus benefícios
Esta na hora de
mudar, disse Eu. Olhei para mim e pensei: não posso continuar assim.
Levantei-me fui até o banheiro tomei um banho do qual nunca tinha tomado, lavei
os cabelos escovei os dentes me perfumei mudei a roupa e fui até a barbearia um
pouco longe de casa, A caminho as pessoas assustadas por causa do monstro
que eu era, feio e fedorento. As pessoas não me conheciam, pois fazia tempo que
eu não saia de casa, alguns da vizinhança achavam que tinha algum animal ali
dentro por que o vendedor de um mercado levava alimentos enlatados colocava na
janela e pegava o dinheiro. Ele fazia isso sempre que eu ligava pra ele, quase
todos os dias praticamente, digo isso por que nem sempre eu tinha a coragem de
pegar o velho telefone digitar os números nem mesmo para pedir alguma coisa
para comer. Que preguiça!
A barbearia
Ao chegar à barbearia
me surpreendi com o atendimento do cabeleireiro em que alegre em me
ver disse: filho venha sente-se aqui se sinta a vontade, estou aqui para
atendê-lo, em que posso ajudar? Eu disse: Por favor, quero fazer a barba
e o bigode tire por completo e apare um pouco as sobrancelhas e os
cabelos o senhor corta socialmente. O cabeleireiro muito educado fez
exatamente assim. Ao passo que meus cabelos iam sendo cortado eu olhando para o
espelho me surpreendia com a minha aparência fui descobrindo aos poucos que eu
não era tão feio assim. Até mesmo o cabeleireiro olhou para mim e disse:
Quanto tempo você
perdeu se escondendo atrás dessa mata meu filho, um galã que é você deveria estar
por ai fazendo sucesso como ator dos melhores filmes de comedia,
imagine! Você na televisão e as pessoas te assistindo em “o feio bonito”. Pense
nisso meu rapaz, pois está em tempo ainda, que idade você tem?
Eu respondi
Vinte anos de idade, ele continuou muito bom, então aproveita a
tua lindeza e corre atrás do teu futuro meu menino, levanta dessa
cadeira e vai em busca da tua felicidade, mais não saia sem antes me pagar.
O pisíl
E assim eu paguei e
agradeci ao bondoso e divertido cabeleireiro e fui até as lojas da cidade
comprar algumas roupas e uns sapatos. Na saída da barbearia com cabelos cortado
e barba feita não imaginava que algo agradável iria acontecer comigo apesar de
eu estar mal arrumado usando roupas velhas. Caminhado até a cidade que não
ficava longe de casa ouvia alguns assovio mais ou menos assim
psiiiiiiil, eu que a um bom tempo não via e nem ouvia um pássaro cantar olhei
para o alto na tentativa de ver aquele ou aquela que estava cantando
ou assoviando e não o vi. O assovio continuou e
foram aumentando em números vários assovios iguai, psiiiiiiil,
psiiiiiiil, Até que em minha direção vinha um imenso avião, mas que avião,
era na verdade um tremendo mulherão, mas que mulher. Caminhando ela ia se
aproximando de mim e eu dela eu olhava pra ela, ela olhava pra mim parecia
que nunca íamos chegar perto, ficamos em câmera lenta.
O tombo
Der repente tudo
passou tão rápido eu estava no meio de um bocado de gente sem saber onde pisar
nem pra que lado seguir e a mulher sumiu também no meio do
povo. Até que eu levei um tombo de um cara gordo forte que quando me viu
ficou com raiva por que ele não tinha um corpinho sarado igual ao meu, fui
parar exatamente onde eu queria chegar dentro da loja de roupas e sapatos,
“beleza” agradeci ao gordão por ter me jogado no lugar certo. “Valeu
gordo”. Não é falando mal dos gordinhos não, pois vocês na verdade é uma
fofura eu amo os gordinhos, admiro respeito e trato com carinho. Na verdade
pelo o cara ser maior que eu e forte muito forte diferente de mim que sou
pequeno e magrinho, eu teria sido um grande idiota querer enfrentar um cara
daquele, ele ia me deixar em pedaços ia me transformar em um quebra cabeças. Eu
na verdade só queria me vingar do tombo que ele me deu. Ainda bem que o fortão
não ouviu.
Bem, voltando ao que
me interessava naquele momento, roupas e sapatos. Antes que eu pudesse ver
e perguntar sobre o que eu queria, em minha volta já tinha algumas lindas
vendedoras e entre elas um baitola (Com todo respeito) perguntando-me em que
poderiam me ajudar? Eu disse: quero algumas roupas e sapatos. Elas
incluindo o elegante rapaz me atenderam bem de mais e de brinde ainda levei
comigo varias marcas de batom no rosto, já sai da loja arrumado com
roupas diferente. Quantas coisas começaram a mudar em minha vida. Indo pra
casa chegando no bairro em que eu continuo morando percebi que as pessoas não
fugiam mais de mim nem ficavam assustadas, a maioria me olhavam e sorriam. Mas,
quando eu fui me aproximando de casa pegando a chave para abrir a porta a
vizinhança logo gritou: “Não abra essa porta saia daí”. Mais uma vez
depois de tanto tempo levei outro susto tão grande mais tão grande que as
compras que eu tinha em mãos se espalharam pelo chão. Comecei a pegar as minhas
valiosas comprinhas e colocar de volta na bolsa e as pessoas não paravam de
falar e diziam saia daí rapaz não toque na porta desta casa venha
pra cá você é louco algo ruim pode acontecer com você. Eu olhei nos olhos de
todos e perguntei: O que tem dentro desta casa que lhes causa grande
aflição? Assustadas as pessoas disseram:
O Imundo mora ai, ele
é feio e mal cheiroso é assustador. Então eu perguntei, ele é
perigoso? Elas disseram: não. Eu abri a porta
entrei-me, sentei no sofá para descansar e refletir nas
coisas que eu causei em mim devido a minha preguiça que já não fazia
mais parte da minha vida. Agora era Eu Deus e a Coragem. Enquanto eu estava
descansando as pessoas ficaram de longe só observando foi quando um
garotinho de apenas dês anos de idade se aproximou da porta com os olhinhos bem
abertos olhando para todos os cantos da casa e me perguntou: Moço, eu
posso entrar na casa do imundo pra ver como é? E alguém gritou não entre ai!
Então eu perguntei você não tem medo, não tem nojo? Ele respondeu, não, eu
gosto do imundo. Em seguida outras crianças foram aproximando-se e caladas só
observavam, até que uma delas bem observadora falou bem baixinho: Ele é o
imundo! As outras crianças sem entender começaram a olhar
em volta a procura do imundo e perguntaram: Onde, cadê o imundo, onde
o viu? O garoto apontou pra mim e respondeu, eu não vi o imundo eu estou
vendo ele bem ali sentado no sofá. Enquanto ele afirmava isso pros seus
coleguinhas, eu olhei pro meu lado procurando a mim mesmo vi que só tinha eu e
me perguntei: como é que esse garoto descobriu isso? Foi quando ele
afirmou, mostrou pros meninotes o pequeno ponto que me identificava como o imundo,
ou seja, o ex-imundo. Olhem lá! Foi quando ele chamou a atenção
dos coleguinhas para o pequeno sinal do lado direito do meu rosto,
próximo ao nariz. O que antes eu achava que era a mancha na porta de vidro do
meu armário. Que garoto inteligente! Então eu me levantei fui até eles e disse:
É melhor vocês irem para casa seus pais estão olhando e podem não estar
gostando de velos aqui.
A linda moça
Foi quando outro
garotinho o menor de todos que não falava nada mais só observava saiu
correndo e eu até pensei que tinha ficado com medo foi até a sua casa ao lado e
gritou mana, mana vem ver, vem ver o imundo! Quando ele acabou de falar em voz
alta a vizinhança toda saíram desesperadas e começaram a chamar os
seus filhos e netos: Venham agora pra casa andem antes que o
imundo chegam perto, venham andem. Em pânico
a vizinhança começou a se acalmar por que procuravam o imundo, ou
melhor, me procuravam e não viam viram um belo rapaz de boa aparência que sou
eu conversando com as crianças em frente a casa do imundo eu quero dizer em
frente a minha casa. Curiosos, os adultos que pareciam os mais
medrosos começaram a caminhar em nossa direção ao notarem que não estavam
em perigo me perguntou:
Moço o senhor conhece
o imundo, já viu ele? Eu disse: sim conheço já o vi, pois Ele deixou de
existir. Foi quando o garotinho chegou segurando a mão da sua irmã, ao
vê-la eu quase que perde o fôlego, pois não acreditava que a irmã do pequeno
garoto era a linda moça que eu a encontrei a caminho da loja de roupas e
sapatos e que o fortão me havia empurrado impedindo-me de vela melhor. O
garotinho, meu futuro cunhado apontou pra mim e disse o imundo é ele.
O fim do medo
Pronto o medo e o
desespero da vizinhança acabou naquele exato memento. Eu disse então
para os meus bons vizinhos que estavam curiosos observando e admirando a minha
pessoa e o cheiro agradável e a arrumação da minha simples e humilde casa. Por
favor, meus queridos vizinhos, se desejarem podem entrar e sintam-se a vontade.
A festa
E assim todos
alegremente entraram, alguns foram até as suas casas e começaram a trazer
doces, salgados, sucos, refrigerante etc. Fizeram uma simples e alegre festa.
Durante a boa e agradável festa eu pedi a todos um minuto de atenção e então eu
comecei a agradecer a todos e a mostrar o quanto eu estava feliz por estar
compartilhando com eles o nosso laço de amizade, mas, o que eu ainda não entendia
era o porquê da festa. Foi quando eu perguntei.
Final feliz
E a garota a qual eu
já estava apaixonado embora ela ainda não soubesse fez questão de me
responder dizendo: A festa é por dois motivos, Primeiro: pelo
imundo ter deixado de prejudicar a si próprio, pois ele poderia morrer por não
cuidar da sua própria vida, da sua saúde, que bom que ele mudou! O segundo
motivo: é por termos observado na foto que está na parede, que aquele garoto
ali que tem um sinal no rosto o qual eu sempre gostei é um dos filhos dos
nossos queridos vizinhos que moravam aqui e que nós sentimos muitas saudades,
esse garoto que agora é um garotão é você e não sabíamos disso, se soubéssemos
que o imundo era o nosso amigo de infância o nosso vizinho que tanto gostamos
não teríamos deixado você viver naquela situação. Que bom que já
passou! Essa festa é sua, é pelo seu retorno. Que coisa! Fiquei sem
palavras. Pra piorar, quero dizer, melhorar, fui convidado por ela para dançar.
A festa começou às seis e meia da noite e foi até as nove horas da noite foi um
momento inesquecível.
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